Barroso Defende Stf, Mas Omite Polêmicas De Moraes E Lula

Barroso Defende Stf, Mas Omite Polêmicas De Moraes E Lula

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, defendeu nesta quarta-feira (17) o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, rebatendo sanções dos EUA e negando censura no Brasil. Em pronunciamento, Barroso afirmou que a liberdade de expressão é plena, e que remoções de conteúdo se referem a crimes, não a opiniões, sem pretensão de alcance extraterritorial das decisões do STF. Ele reiterou que a condenação de Bolsonaro se baseou em provas documentadas, como o plano Punhal Verde e Amarelo e a minuta do decreto de estado de exceção, classificando a ideia de perseguição política como uma narrativa que não corresponde aos fatos. O ministro fez um apelo ao diálogo com os EUA, relembrando sua ligação pessoal com o país.

Contudo, Barroso omitiu pontos cruciais que geram controvérsia. Não mencionou a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky Global pelos EUA, devido a decisões que obrigaram empresas americanas a bloquear perfis e cortar monetizações de brasileiros, nem as críticas à condução de inquéritos por Moraes, que frequentemente ordena o bloqueio de *perfis* inteiros, e não apenas conteúdos específicos, muitas vezes com decisões sigilosas e fundamentações genéricas. Também não abordou as ações do TSE em 2022, que proibiram a veiculação de documentários e limitaram a liberdade de comentaristas, como no caso da Jovem Pan, impedida de questionar a “inocência” de Lula na Lava Jato, cujas condenações foram anuladas sem análise de mérito. A recente solicitação do MPF para cancelar concessões da Jovem Pan, alinhada à visão do STF sobre incitação golpista, também levanta debates sobre a pluralidade de vozes na mídia.

Redação ABC 360