CPMI do INSS é derrubada e relatório que pedia prisão de Lulinha é rejeitado
A base do governo Lula no Congresso derrubou o relatório final da CPMI do INSS na madrugada de sábado. O documento pedia o indiciamento e prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, encerrando sete meses de investigações sem um parecer conclusivo. O placar foi de 19 a 12.
O relatório rejeitado detalhava um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias, totalizando R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Lulinha era apontado como “facilitador de acesso” para Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal operador das fraudes. O que isso significa para as investigações?
A rejeição do relatório foi resultado de uma ofensiva governista. O presidente Lula exonerou temporariamente o ministro Carlos Fávaro para votar, e o senador Jaques Wagner viajou às pressas. Essa mobilização alterou a correlação de forças no colegiado, garantindo o resultado. Como a base agiu para isso?
O parecer de Gaspar também pedia o indiciamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e criticava a atuação do STF. Com o encerramento, o caso fica sob responsabilidade da Justiça e da Polícia Federal, que já conduzem investigações. O que acontecerá agora com as denúncias?