Caso de tenente da Rota expõe recuo da PM e lacunas na investigação
A tentativa de homicídio contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em 27 de junho na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, passou a expor ruído na condução pública da investigação.
A Polícia Militar recuou após a morte de um homem em Guaianases. Inicialmente associado ao atentado, ele deixou de ser tratado pela corporação como suspeito direto de participação no ataque contra o oficial.
O recuo ocorre em um caso que já envolve outras lacunas. A investigação aponta que o crime foi planejado por pelo menos três meses e que a casa do tenente teria sido monitorada antes da emboscada. A motivação, porém, ainda não foi esclarecida publicamente.
Dois homens foram presos temporariamente por suspeita de apoio logístico. A Polícia Civil também identificou um dos atiradores, mas o nome não foi divulgado oficialmente.
Ronickson segue internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A tentativa de homicídio contra um oficial da tropa de elite da PM, em plena via pública no ABC, segue sem uma explicação pública fechada sobre motivação, autoria completa e eventual falha que permitiu o monitoramento prévio do policial.