Tarifa Zero restrita reduz pela metade número de passageiros em São Caetano após um mês
Um mês depois de São Caetano restringir a Tarifa Zero principalmente aos moradores, o número de passageiros dos ônibus municipais caiu cerca de 50% em relação ao modelo anterior. O balanço atribuído à Secretaria de Mobilidade Urbana e à VIPE aponta pouco mais de 40 mil passageiros por dia útil, sendo aproximadamente 30 mil viagens gratuitas e 10 mil pagas. O balanço mensal ainda não está disponível em página oficial da Prefeitura, portanto esses números específicos não puderam ser confirmados diretamente em fonte pública oficial.
A mudança começou em 15 de julho. Desde então, passageiros que moram fora de São Caetano e não pertencem aos grupos com direito à gratuidade passaram a pagar R$ 5 por viagem. A Câmara aprovou a alteração em junho, encerrando o modelo universal criado em 2023. Moradores, determinados estudantes, pacientes em tratamento de câncer, servidores municipais, idosos entre 60 e 65 anos e outros grupos previstos na legislação continuam com gratuidade.
A queda já havia aparecido no primeiro dia da nova regra. Em 15 de julho, 30 mil passageiros utilizaram os ônibus, contra um pico de 80 mil por dia durante a gratuidade universal, redução de aproximadamente 60% naquela comparação. Antes da Tarifa Zero, o sistema transportava cerca de 20 mil passageiros diariamente. A Prefeitura afirma que aproximadamente metade dos usuários do modelo universal não morava em São Caetano.
Quando criou a Tarifa Zero, em novembro de 2023, a Prefeitura estimava gastar cerca de R$ 2,9 milhões por mês e previa que a gratuidade aumentaria o movimento em 50%. A demanda cresceu muito mais. O projeto enviado pelo atual governo à Câmara neste ano informa que o fluxo mensal passou de 514 mil para 1,74 milhão de passageiros e estima que a volta da cobrança para parte dos usuários reduza o subsídio municipal em cerca de R$ 14,7 milhões por ano.
O orçamento de 2026 havia reservado R$ 32 milhões para a Tarifa Zero. Mesmo com a cobrança para não moradores, o município continua pagando à concessionária pelas viagens dos grupos que permanecem gratuitos. A Prefeitura justificou a mudança alegando superlotação, perda de qualidade e pressão sobre as contas públicas; o resultado do primeiro mês mostra que a restrição também retirou dezenas de milhares de viagens diárias do transporte coletivo municipal.