Seu Uber e Ifood mais caros? Governo Lula teme impacto de regulamentação que pode subir preços em 30%
O governo federal enfrenta um impasse na regulamentação do trabalho por aplicativos. A promessa eleitoral de Lula pode não se concretizar devido a divergências. O Projeto de Lei Complementar (PLP 152) gera preocupações sobre custos e impacto na renda.
A remuneração mínima por corrida é o principal ponto de conflito. O governo defende a medida, enquanto empresas como Uber e iFood a veem como intervenção estatal. Essa divergência atrasa a aprovação do texto.
O governo teme que a regulamentação encareça o serviço em 30% e reduza ganhos dos entregadores. Uma ala do núcleo de Lula defende o adiamento da votação. Isso poderia aprofundar o desgaste político antes das eleições.
Empresas alertam que a imposição de valores mínimos é “inconciliável”, preferindo negociação direta. O ministro Boulos, contudo, insiste em R$ 10 por corrida. O relator propõe R$ 8,50, buscando um meio-termo.
A Amobitec compara a situação à “taxa das blusinhas”, alertando para um possível “tiro no pé” político. A discussão, segundo a associação, está contaminada por lógica eleitoral. Qual será o desfecho dessa complexa negociação?