Crise em São Caetano segue após exoneração de secretário investigado por falas capacitistas

Crise em São Caetano segue após exoneração de secretário investigado por falas capacitistas

A exoneração de Mauro Chekin da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, formalizada na sexta-feira (8), não encerrou a crise aberta no governo Tite Campanella. O caso ganhou novo peso com a abertura de inquérito civil pelo Ministério Público de São Paulo para apurar as declarações do então secretário sobre inclusão de pessoas com deficiência no esporte.

Chekin deixou o cargo após a repercussão das falas feitas em audiência pública na Câmara, no dia 29 de abril. A saída, embora esperada diante da pressão pública e institucional, também expõe a demora da gestão em conter o desgaste político.

O intervalo entre o episódio e a exoneração virou um ponto sensível para a Prefeitura, que agora precisa explicar não apenas a fala do ex-secretário, mas a resposta tardia diante de um tema ligado a direitos, inclusão e respeito às pessoas com deficiência.

A pressão também ultrapassou os limites da cidade, com manifestações de autoridades e parlamentares pedindo apuração sobre possível discriminação e omissão em políticas públicas inclusivas na área do esporte.

Com a exoneração já consumada, o foco agora recai sobre os próximos passos do governo Tite Campanella: quem assumirá a pasta, quais medidas serão adotadas para evitar novos episódios e se a Prefeitura tratará a inclusão como política pública permanente, e não apenas como resposta a uma crise de imagem.

Redação ABC 360

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