Mauá tem pior taxa de atendimento na pré-escola do ABC, com 89%
Mauá tem o pior índice de atendimento de crianças de 4 e 5 anos na pré-escola entre as sete cidades do Grande ABC. Levantamento divulgado pelo QEdu, elaborado pelo Iede a partir do Censo Escolar 2025 e de projeções populacionais, aponta cobertura de 89% no município. O resultado também fica abaixo dos índices apresentados para o Estado de São Paulo, de 97%, e para o Brasil, de 96%.
Na comparação regional, São Caetano aparece com 100% de atendimento e São Bernardo registra 97%. Ribeirão Pires tem 93%, Santo André e Rio Grande da Serra aparecem com 91% cada, enquanto Diadema registra 90%. Mauá ocupa a última posição, com a menor cobertura estimada entre todas as cidades do ABC.
O resultado chama atenção porque a pré-escola é obrigatória a partir dos 4 anos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determina que o poder público garanta educação básica gratuita dos 4 aos 17 anos e assegura vaga em escola pública próxima da residência para crianças a partir dessa idade. As próprias regras da Secretaria de Educação de Mauá para 2026 informam que crianças da faixa da pré-escola têm vaga garantida.
No portal municipal de inscrições, a Prefeitura informa que procura oferecer uma unidade próxima da residência e, quando não existe vaga na escola escolhida, busca outras opções para encaminhar a criança. A rede municipal informou ainda que possui vagas para atender a demanda. Mesmo assim, o indicador divulgado coloca Mauá abaixo de todas as outras cidades da região.
A taxa de 89% é uma estimativa e não permite afirmar que exatamente 11% das crianças de Mauá estejam fora da escola, já que o cálculo combina matrículas do Censo Escolar com projeções populacionais. Ainda assim, o resultado expõe uma diferença entre a garantia de vagas anunciada pelo município e o índice de atendimento calculado para a cidade, que permanece distante da universalização e é o pior do Grande ABC.