Falta de anestésicos trava castrações em Ribeirão Pires e estrutura reduzida limita serviço em Rio Grande da Serra

Falta de anestésicos trava castrações em Ribeirão Pires e estrutura reduzida limita serviço em Rio Grande da Serra

A castração gratuita de cães e gatos enfrenta novo gargalo no Grande ABC. Em Ribeirão Pires, a falta de anestésicos paralisou os procedimentos cirúrgicos, enquanto em Rio Grande da Serra o atendimento segue pressionado por estrutura reduzida e vagas limitadas, o que atinge principalmente moradores de baixa renda e protetores que dependem do serviço público.

O problema em Ribeirão Pires chama atenção porque ocorre depois de a própria Prefeitura divulgar que realizou 954 castrações no primeiro semestre de 2026 e mais de 10,8 mil procedimentos desde 2021. Mesmo com esse histórico e com promessa de ampliar o acesso nos bairros, a administração abriu em 5 de agosto uma licitação para comprar medicamentos anestésicos, sinal de que o planejamento de insumos não evitou a interrupção de um serviço essencial para o controle populacional de cães e gatos.

A falha tem efeito direto sobre a fila de espera. O município chegou a informar prazo médio de cerca de 30 dias para o atendimento, mas a paralisação interrompe cirurgias, atrasa o calendário do Castramóvel e empurra para frente uma política pública que também ajuda a reduzir abandono, maus-tratos e riscos à saúde coletiva.

Em Rio Grande da Serra, a situação também expõe fragilidade. A própria Prefeitura mantém cadastro para castração gratuita com triagem prévia, limite de vagas, exigência de baixa renda e restrição para animais de até 20 quilos, e o município já precisou recorrer a contratação externa para executar 340 procedimentos em Castramóvel e a compra de insumos para dar continuidade à campanha, o que mostra dependência de estrutura enxuta para manter o programa funcionando.

A interrupção mostra que os dois municípios ainda enfrentam dificuldades para manter a castração pública de forma regular. Em Ribeirão Pires, o problema está ligado à falta de anestésicos; em Rio Grande da Serra, às limitações de estrutura e oferta de vagas. Nos dois casos, o resultado é redução ou suspensão temporária do atendimento.

Redação ABC 360

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *