Prefeitura de São Paulo acusa governo federal de travar US$ 496 milhões para ônibus elétricos
A Prefeitura de São Paulo afirma que dois financiamentos internacionais destinados à eletrificação da frota de ônibus da capital estão parados desde abril na Casa Civil da Presidência da República. Segundo a administração municipal, os recursos somam US$ 496,6 milhões, divididos em operações de US$ 248,3 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (BIRD).
De acordo com a Prefeitura, os processos precisam avançar para o envio das respectivas mensagens presidenciais ao Senado. A administração municipal afirma ainda que as autorizações têm prazo até 25 de agosto e que acionou o Senado e o Tribunal de Contas da União diante da situação.
Os dois financiamentos foram aprovados pelos organismos internacionais para apoiar a eletrificação do transporte coletivo de São Paulo. O BID confirmou oficialmente uma operação de US$ 248,3 milhões para a expansão da frota elétrica, enquanto o Banco Mundial também aprovou financiamento de US$ 248,3 milhões para o programa.
A Prefeitura não informou, na manifestação divulgada nesta sexta-feira (7), que os recursos tenham sido definitivamente perdidos. A alegação de que os processos estão sendo retidos pelo governo federal é da administração municipal e não foi apresentada nesta apuração como conclusão independente.