Voto Secreto: Manobra Na Câmara

Voto Secreto: Manobra Na Câmara

A Câmara dos Deputados foi palco de uma manobra política nesta quarta-feira (17), com a inclusão na pauta de votação de uma emenda aglutinativa à PEC da Imunidade (3/21) que restabelece o voto secreto para autorizar processos criminais contra parlamentares. A proposta, que havia sido rejeitada no dia anterior, foi resgatada e teve sua inclusão autorizada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, gerando forte reação e acusações de retrocesso na transparência.

A decisão de Motta provocou imediata contestação. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, ameaçou recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em resposta, Motta ironizou: “É um direito de vossa excelência de ir ao Supremo, como vossa excelência faz quase que diariamente”, em uma clara alusão à frequente busca por intervenção judicial por parte de aliados do governo. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) também criticou duramente a medida, afirmando sentir “vergonha” e denunciando a “subserviência e cabresto” para aprovar agendas que, segundo ela, aumentam o foro privilegiado em vez de reduzi-lo. O PSOL também anunciou que acionará a justiça contra a inclusão do voto secreto.

Redação ABC 360