Toffoli exige mensagens de banqueiro e revela sociedade com cunhado de investigado.

Toffoli exige mensagens de banqueiro e revela sociedade com cunhado de investigado.

O ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal envie a ele dados de celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro que o citam. A decisão visa garantir o direito de defesa, após apurações indicarem proximidade entre ambos, com possíveis pagamentos e convites a festas. Um relatório de quase 200 páginas foi entregue ao presidente do STF.

Em menos de 24 horas, Toffoli emitiu notas negando amizade íntima ou recebimento de valores de Vorcaro ou seu cunhado. Contudo, o ministro admitiu ter sido sócio da Maridt Participações com irmãos. Esta empresa deteve cotas de um resort, vendidas a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.

A Maridt, empresa familiar de capital fechado, é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, desde que não haja gestão ativa. Toffoli pontuou ter deixado a sociedade antes de ser sorteado relator do caso no STF, em novembro de 2025. A empresa já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Havia silêncio do ministro sobre seu envolvimento com o resort, onde funcionários o apontavam como proprietário. Declarações de seus irmãos foram dúbias; um confirmou a sociedade sem citar Toffoli. A esposa do ministro, Cássia Pires Toffoli, afirmou desconhecer qualquer ligação do marido com o empreendimento.

Redação ABC 360