Casos de queimadura pressionam rede pública no ABC
O ABC registrou 341 atendimentos relacionados a queimaduras entre janeiro e abril deste ano, segundo dados atribuídos à Secretaria de Estado da Saúde. A média é de um caso a cada oito horas, ou cerca de três ocorrências por dia.
O número inclui acidentes provocados por fogo, líquidos quentes e outras fontes de calor. A preocupação aumenta no inverno, período em que cresce o uso de aquecedores, bolsas térmicas, lareiras, fogueiras e materiais inflamáveis em ambientes domésticos ou festas populares.
Em 2025, a região contabilizou 1.436 entradas médicas por queimaduras. Desse total, 487 ocorreram entre junho e setembro, meses mais frios do ano. No primeiro quadrimestre de 2026, também foram registradas 34 internações associadas a queimaduras, recorte que indica os casos de maior gravidade.
O dado pressiona a rede pública porque parte desses atendimentos chega a UBSs, UPAs, prontos-socorros e hospitais. Também abre cobrança sobre campanhas de prevenção, fiscalização em eventos com fogo ou artefatos pirotécnicos e preparo das unidades para atender acidentes evitáveis.
As prefeituras devem informar se há ações específicas para o período de inverno e festas juninas, quantos atendimentos foram registrados em cada cidade e se existe reforço nas unidades de urgência. Sem esses dados municipais, o levantamento mostra o problema regional, mas ainda não permite identificar onde a prevenção falhou mais.