Justiça cobra imagens da Rota após acusado no caso Pimentel denunciar tortura
A Justiça determinou que a Polícia Militar de São Paulo entregue gravações e dados de localização de viaturas após Carlos Roberto Ferreira, réu no caso do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, denunciar agressões e tortura por policiais da Rota. A denúncia de abuso ainda será apurada.
O Comando-Geral da PM e a Rota receberam prazo de 15 dias para apresentar as imagens completas das câmeras corporais e das viaturas envolvidas na ação. A Corregedoria deverá encaminhar, no mesmo prazo, os procedimentos sobre os supostos abusos.
A defesa afirma que declarações foram obtidas sob tortura e questiona um possível acesso ao celular antes de autorização judicial. O Instituto de Criminalística deverá fornecer os dados extraídos do aparelho e os registros que permitem verificar sua integridade.
A Justiça rejeitou, por enquanto, o pedido para invalidar as provas. As circunstâncias serão examinadas durante o processo, com análise de documentos e depoimentos. A ordem de entrega dos registros não representa uma conclusão de que houve tortura.
A decisão foi disponibilizada em 23 de setembro. O conteúdo integral não pôde ser conferido diretamente em fonte oficial nesta apuração, e não foi localizada manifestação pública específica da PM sobre as acusações.