GCM de Ribeirão Pires volta a atuar armada após três meses de restrição
A Guarda Civil Municipal de Ribeirão Pires voltou a atuar armada nesta sexta-feira (18), cerca de três meses depois de a Polícia Federal cancelar portes funcionais de parte da corporação. A restrição começou em 17 de junho, quando a Secretaria Municipal de Segurança recebeu uma notificação da PF apontando divergências documentais. No dia seguinte, a própria Prefeitura reconheceu a existência das irregularidades e classificou o episódio como uma falha administrativa.
A consequência foi imediata para a segurança municipal. Enquanto as pendências eram corrigidas, a Prefeitura informou que articulou com o Ministério Público e a Secretaria da Segurança Pública do Estado o envio de efetivo da Polícia Militar para reforçar o policiamento na cidade. A necessidade de apoio estadual ocorreu justamente porque parte dos guardas municipais havia perdido a autorização para trabalhar com arma de fogo.
A crise também provocou mudanças no comando da segurança. Em 19 de junho, dois dias depois da notificação da Polícia Federal, a Prefeitura colocou o então secretário de Assuntos Jurídicos, Rangel Ferreira, para responder interinamente pela Secretaria de Segurança Urbana, Mobilidade e Defesa Civil. No mesmo dia, Filipe Murilo Silva foi anunciado como novo comandante da GCM, enquanto Arlei Capoccio passou a responder pela Corregedoria da corporação.
Nos três meses seguintes, a administração precisou adotar uma série de medidas para regularizar a situação. Segundo a Prefeitura, foram feitas mudanças em procedimentos administrativos e operacionais, medidas relacionadas à Corregedoria e à Ouvidoria e estudos para reformular o estatuto da GCM. O município também assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público e informou ter ampliado equipamentos e sistemas usados pela corporação.
A autorização para a retomada do porte foi recebida da Polícia Federal na quinta-feira (17), permitindo que os agentes voltassem ao patrulhamento armado no dia seguinte. O fim da restrição encerra uma crise que durou aproximadamente três meses e que teve origem, segundo reconhecimento da própria Prefeitura, em falhas administrativas e divergências documentais que chegaram a comprometer a capacidade operacional da Guarda Municipal.