ABC registra 21 casos e três mortes por leptospirose e enfrenta desafio de prevenção às enchentes

ABC registra 21 casos e três mortes por leptospirose e enfrenta desafio de prevenção às enchentes

O Grande ABC soma 21 casos confirmados e três mortes por leptospirose em 2026, segundo o levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, atualizado em 6 de outubro. A doença coloca em destaque a importância dos serviços de saneamento, limpeza urbana e controle de roedores para proteger a população.

Santo André concentra sete casos e duas mortes. São Bernardo tem seis casos, Diadema registra cinco, Rio Grande da Serra contabiliza dois e uma morte, e Mauá aparece com um diagnóstico. O levantamento organiza os registros pela cidade de residência dos pacientes, o que não significa que a contaminação tenha ocorrido nesses municípios.

Segundo o Ministério da Saúde, o controle da leptospirose depende de melhorias no saneamento e nas condições de moradia. As medidas incluem manutenção de galerias de águas pluviais e esgoto, limpeza de córregos, coleta adequada de resíduos e obras para evitar ou conter alagamentos em áreas habitadas.

Essas orientações mostram que a prevenção também depende da infraestrutura e dos serviços públicos. Entretanto, o boletim consultado não detalha as circunstâncias de contaminação de cada paciente nem permite atribuir os casos a uma obra, serviço ou omissão específica de qualquer prefeitura.

A infecção pode ocorrer pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, principalmente ratos. O Ministério da Saúde orienta evitar águas de enchentes e procurar atendimento imediatamente em caso de suspeita, informando a exposição. Febre, dores musculares e dor de cabeça estão entre os sintomas; dificuldade para respirar, sangramentos e pele amarelada exigem atenção urgente.

Redação ABC 360

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