Falta de materiais e crise financeira levam à troca de comando do Mário Covas
O Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, precisou receber seringas e ataduras emprestadas da Prefeitura de São Caetano, segundo o prefeito Tite Campanella. Administrada pela Fundação do ABC por contrato com o Governo de São Paulo, a unidade terá mudanças na direção após problemas de abastecimento e dificuldades financeiras.
Segundo o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, as despesas acima do previsto em contrato estavam comprometendo o funcionamento do hospital. O termo aditivo de custeio de 2026 prevê R$ 300,1 milhões, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 25 milhões. Esse valor é o orçamento previsto no documento, não o tamanho do desequilíbrio financeiro.
A troca foi acertada nesta quinta-feira (8) por Gilvan, Tite e Marcelo Lima, prefeito de São Bernardo. As três cidades são mantenedoras da Fundação do ABC. José Antonio Acemel Romero, secretário de Governo de Santo André, foi indicado para substituir Murilo Dib na direção-geral, enquanto Ricardo Carajeleascow deverá assumir a diretoria técnica.
Na farmácia de alto custo, a FUABC reconheceu que a demanda cresceu sem recomposição equivalente da equipe. O serviço permaneceu com 64 funcionários até setembro, 11 a menos que em 2018, embora o movimento tenha retornado a patamares próximos aos daquele ano. A média é de 27.220 atendimentos mensais.
A Fundação informou que colocou 19 guichês em funcionamento nos dias 1º e 2 de outubro, com horas extras e trabalho em contraturno. Segundo a instituição, a espera média caiu de duas horas e um minuto para menos de 50 minutos no início da reorganização. Cinco novos colaboradores devem reforçar o atendimento fixo dos guichês até o fim do mês.