Obra de drenagem, atrasada há dois anos, recebe novo prazo e fica quase R$ 3 milhões mais cara
A obra de drenagem da Avenida João Ramalho, faixa da CPTM e Avenida Alberto Soares Sampaio, em Mauá, recebeu uma terceira prorrogação e agora tem prazo de execução até 27 de janeiro de 2027. O contrato foi assinado em agosto de 2023 por R$ 10.547.742,71 e previa 12 meses de execução. O valor atualizado chegou a R$ 13.333.299,23, aumento de R$ 2.785.556,52, ou 26,4%.
A primeira prorrogação foi assinada em outubro de 2024 e acrescentou oito meses ao prazo de execução, mantendo naquele momento o valor de R$ 10,5 milhões. Em outubro de 2025, um novo aditivo ampliou a execução em mais 15 meses. Nesse segundo ajuste, foram registrados R$ 2,14 milhões em acréscimos financeiros e R$ 641 mil em reajuste, além de alterações quantitativas e qualitativas nos serviços, elevando o contrato para R$ 13,33 milhões.
O terceiro aditivo foi assinado em 14 de setembro deste ano e publicado pela Prefeitura na sexta-feira (18). O documento acrescenta mais seis meses e estabelece o período de 28 de julho de 2026 a 27 de janeiro de 2027 para a execução, enquanto a vigência do contrato foi estendida até 30 de maio de 2027. O extrato publicado não explica o motivo da nova prorrogação e não registra novo aumento de valor neste terceiro aditivo.
A nova extensão chama atenção também pelo momento em que foi divulgada. Na quinta-feira (17), um dia antes da publicação do aditivo, a Prefeitura informou que uma obra na região do Teatro Municipal, que também contempla a Avenida João Ramalho, estava em fase de conclusão e que a intervenção permitiria mais que dobrar a capacidade de escoamento das águas em direção ao Rio Tamanduateí.O comunicado, porém, não deixa claro se tratava de toda a obra de drenagem ou apenas de uma de suas etapas.
O histórico do sistema de drenagem da João Ramalho é ainda mais antigo. Em levantamento de obras paralisadas de 2019, o Tribunal de Contas do Estado registrou uma obra anterior no mesmo sistema, iniciada em março de 2015, com apenas 60% de execução e previsão original de término em março de 2016. O contrato atual de R$ 13,33 milhões foi firmado justamente para executar “serviços remanescentes” do sistema de drenagem, que acumula obras e prorrogações há anos.