Obra de R$ 1,4 bilhão da Sabesp em Rio Grande da Serra pode parar após questionamentos ambientais

Obra de R$ 1,4 bilhão da Sabesp em Rio Grande da Serra pode parar após questionamentos ambientais

A obra de R$ 1,4 bilhão da Sabesp para ligar a Billings ao Sistema Alto Tietê em Rio Grande da Serra pode ser paralisada. O Ministério Público cobra um TAC, que é um acordo para impor regras e obrigações, e ainda mantém aberta a possibilidade de pedir na Justiça a suspensão total da intervenção. Ao mesmo tempo, as compensações previstas para o município passaram a ser questionadas por entidades ambientalistas.

A cobrança do MP veio depois de questionamentos sobre os impactos da intervenção em áreas sensíveis do município. Em maio, o órgão já havia recomendado a suspensão das licenças e a paralisação integral das obras até a apresentação de estudos ambientais mais completos. Depois disso, dois trechos tiveram liberação provisória, enquanto outras partes continuam condicionadas às medidas discutidas com os órgãos envolvidos.

Entre as compensações estão cerca de 20 quilômetros de pavimentação em vias por onde a obra vai passar e outros 16 quilômetros indicados pela Prefeitura e vereadores. O município também estima arrecadar até R$ 25 milhões em ISS com os serviços executados. Ambientalistas defendem que uma parte maior das compensações seja diretamente ligada à preservação ambiental.

Uma das propostas apresentadas é a compra de áreas particulares consideradas importantes para preservação, que poderiam ser repassadas ao município. A Prefeitura afirma que as contrapartidas não se resumem à pavimentação e cita também a retirada de antigos tubos usados em uma transposição de 2015. A Sabesp informa que está finalizando os detalhes do TAC e mantém a previsão de concluir a obra no segundo semestre de 2027.

A interligação prevê cerca de 38 quilômetros de adutoras e capacidade para transferir até 4 mil litros de água por segundo entre a Billings e o Sistema Alto Tietê. Os trechos considerados mais sensíveis ambientalmente seguem sujeitos às condições discutidas no TAC. Caso o acordo não seja firmado ou suas exigências sejam descumpridas, o Ministério Público poderá recorrer à Justiça para pedir a paralisação das intervenções.

Redação ABC 360

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