Grande ABC tem 15 mil pacientes na fila de ortopedia e ainda não definiu estrutura para atender demanda

Grande ABC tem 15 mil pacientes na fila de ortopedia e ainda não definiu estrutura para atender demanda

Cerca de 15 mil pessoas aguardam atendimento relacionado a problemas de ortopedia no Grande ABC, enquanto a rede pública ainda não tem uma solução definida para absorver toda essa demanda. O próprio Consórcio Intermunicipal informou que ainda precisa avaliar se a estrutura existente é suficiente ou se será necessário criar um equipamento específico para ortopedia de alta complexidade.

O número foi apresentado pelo Grupo de Trabalho de Saúde durante reunião dos prefeitos das sete cidades da região nesta quarta-feira (26). A próxima etapa será analisar a estrutura física e o tamanho das equipes dos hospitais que já realizam esses procedimentos, principalmente o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e o Hospital Estadual de Diadema, conhecido como Hospital Serraria.

Os dados levantados serão usados para elaborar uma proposta a ser encaminhada ao Governo do Estado. Caso os hospitais atuais não tenham capacidade suficiente, uma das possibilidades discutidas é criar uma estrutura específica para atender os casos ortopédicos de maior complexidade na região.

O problema das filas de ortopedia não é novo. Em maio de 2025, Mário Covas e Hospital Estadual de Diadema participaram de um mutirão do Governo de São Paulo que previa mais de 4 mil procedimentos ortopédicos distribuídos entre 25 hospitais estaduais para acelerar o atendimento de pacientes que já estavam na fila.

Agora, mais de um ano depois, o levantamento regional mostra que a procura por atendimento ortopédico continua elevada no Grande ABC. O Consórcio afirma que pretende construir uma política permanente para a especialidade, mas o comunicado divulgado após a reunião não informou prazo para apresentação do projeto, ampliação da capacidade de atendimento ou redução da fila de aproximadamente 15 mil pessoas.

Redação ABC 360

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