Prometida para 2026, obra de R$ 1,4 bilhão na Rodovia Índio Tibiriçá segue sem começar
A duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031) continua sem sair do papel. Em março de 2025, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) indicou que, se o cronograma fosse mantido, as obras poderiam começar em 2026. O ano avançou, mas a intervenção física ainda não começou e o projeto está estimado atualmente em cerca de R$ 1,4 bilhão.
Para quem usa a rodovia, o atraso significa continuar circulando pela estrutura atual enquanto as melhorias prometidas não chegam. O DER já informou que cerca de 20 mil veículos passam diariamente por trecho da Índio Tibiriçá. A duplicação prevista entre os quilômetros 33,1 e 69,3 deve ampliar a capacidade da via e incluir novos acessos, retornos e estruturas para melhorar os cruzamentos existentes.
A segurança também afeta diretamente os motoristas. Dados divulgados pelo próprio DER mostram que a Índio Tibiriçá registrou 128 vítimas em acidentes em 2025, embora o número tenha caído em relação às 178 contabilizadas em 2024. O atraso da obra não permite atribuir cada acidente à falta da duplicação, mas mantém os usuários sem as melhorias estruturais planejadas para a rodovia.
O projeto ainda enfrenta etapas anteriores ao início das obras. Em julho, a Cetesb determinou a elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental, conhecidos como EIA/Rima, para dar continuidade ao licenciamento. O DER informou que essa etapa deve levar cerca de 12 meses e que somente depois será aberto formalmente o processo de licenciamento ambiental.
A duplicação é discutida pelo Estado há mais de uma década e afeta principalmente quem se desloca entre São Bernardo, Santo André, Ribeirão Pires e Suzano. Enquanto o projeto não vira obra, motoristas continuam usando diariamente uma rodovia movimentada sem a ampliação prometida. Para o cidadão, o efeito do atraso é simples: mais um ano de espera por uma intervenção anunciada para melhorar o trânsito e a segurança da Índio Tibiriçá.