Pacientes relatam espera de até sete horas por remédios no Mário Covas; contrato de 2026 não fixa meta para farmácia
Pacientes da Farmácia de Medicamentos Especializados do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, relataram esperas de até sete horas para retirar remédios nesta quinta-feira (24). Mesmo com atendimento agendado, usuários disseram que chegaram pela manhã e ainda aguardavam no fim do dia, inclusive após as 17h, horário oficial de encerramento do serviço.
O hospital informou que a farmácia conta com 13 profissionais para atendimento nos guichês e realiza mais de 29 mil atendimentos por mês. Pacientes, porém, relataram que parte dos guichês estava sem atendente e que a demora vem se repetindo há meses, afetando pessoas que dependem de medicamentos especializados e de uso contínuo.
A farmácia é ligada à Secretaria de Estado da Saúde e funciona dentro do Mário Covas, gerenciado pela Fundação do ABC. O termo aditivo do contrato de gestão válido para 2026 afirma que não há metas pré-estabelecidas para esse serviço e determina o envio de informações para acompanhamento e controle da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado.
Em resposta à demora, o hospital afirmou que acompanha a demanda, o tamanho da equipe e as escalas e que a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica discute uma reorganização dos fluxos e a implantação do Remédio SP. A plataforma estadual permite solicitar alguns medicamentos e acompanhar pedidos pela internet, mas não foi informado prazo específico para que a mudança esteja disponível ou reduza as filas na unidade de Santo André.
O problema já havia aparecido em março, quando pacientes relataram esperas superiores a cinco horas na mesma farmácia. Na ocasião, a Secretaria Estadual da Saúde atribuiu a demora ao aumento da demanda e a problemas no sistema; seis meses depois, as novas reclamações mostram que a espera prolongada continua sendo um problema no atendimento.