Sem MP 1303, Lula e aliados buscam ‘jeitinho’ para cobrir rombo e evitar cortes eleitorais
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca novas formas de aumentar a arrecadação após a caducidade da MP 1303, que visava R$ 17 bilhões. O objetivo é evitar cortes orçamentários em ano eleitoral, levantando questões sobre a gestão fiscal.
Ministro Fernando Haddad avalia alternativas, enquanto Lula sugere tributar fintechs. Especialistas alertam para o desequilíbrio nas contas públicas, com projeções indicando a necessidade de cortes bilionários. Será que o governo conseguirá cumprir a meta fiscal de 2026?
Observa-se um abandono do discurso de responsabilidade fiscal por parte do presidente, priorizando a ampliação da arrecadação. A caducidade da MP 1303 também eliminou medidas de contenção de gastos, como a revisão do seguro-defeso e a inclusão do Pé-de-Meia no piso da educação.
O mercado financeiro viu o fim da MP 1303 como positivo, evitando distorções em investimentos. Agora, o governo precisa de alternativas que não dependam do Congresso, como decretos ou projetos de lei de urgência, assumindo a autoria de possíveis aumentos de impostos.