Rede estadual do ABC registra 572 queixas de bullying em sete meses e tem 71 psicólogos para 322 escolas

Rede estadual do ABC registra 572 queixas de bullying em sete meses e tem 71 psicólogos para 322 escolas

As escolas estaduais do Grande ABC registraram 572 queixas de bullying e cyberbullying entre janeiro e julho de 2026, segundo dados fornecidos pela Secretaria da Educação do Estado por meio da Lei de Acesso à Informação. A mesma pasta informou que 71 psicólogos atendem uma rede de 322 escolas na região, uma proporção de aproximadamente um profissional para cada 4,5 unidades. Os números colocam sob pressão a estrutura responsável por prevenir conflitos e apoiar as comunidades escolares.

A regional que reúne Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra teve o maior número, com 198 registros. São Bernardo e São Caetano somaram 163, Santo André teve 136 e Diadema registrou 75. Os números representam queixas registradas e não significam, necessariamente, que todos os episódios tenham sido posteriormente confirmados.

O Programa Psicólogos nas Escolas tem justamente entre suas funções atuar na prevenção de conflitos, redução de violências e discriminações e fortalecimento do bem-estar dos estudantes. A Secretaria ampliou o programa em 2026 e afirma que os profissionais trabalham de forma preventiva e articulada com professores, gestores e a rede de proteção. No ABC, porém, os 71 psicólogos precisam dar suporte a uma rede com centenas de unidades.

A Seduc afirma que também mantém planos de melhoria da convivência, protocolos, formação de profissionais e acompanhamento das ocorrências pela Plataforma Conviva. A legislação federal obriga estabelecimentos de ensino a adotar medidas de prevenção e combate ao bullying e determina que redes públicas ofereçam serviços de psicologia e serviço social, embora não estabeleça a presença de um psicólogo exclusivo em cada escola.

Os dados não permitem afirmar que o número de queixas seja causado pela quantidade de psicólogos, mas revelam o tamanho da demanda enfrentada pela rede estadual no Grande ABC. Com 572 registros em apenas sete meses e 71 profissionais para 322 escolas, o ponto central é saber se a estrutura disponível consegue prevenir novos episódios e acompanhar adequadamente os casos registrados.

Redação ABC 360

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *