Escola estadual de Diadema mantém aulas durante obra de R$ 983 mil com poeira e sala sem energia
A EE Professor Pedro Madóglio, no Inamar, em Diadema, continua funcionando enquanto passa por uma obra de R$ 983 mil. Registros feitos dentro da unidade mostram estudantes em espaços atingidos pela reforma, com poeira e resíduos das intervenções. A Unidade Regional de Ensino de Diadema informou que os trabalhos terão duração de oito meses e devem terminar em fevereiro de 2027.
Dados da Secretaria da Educação mostram que a escola atende 1.134 estudantes em 33 turmas. Relatos apontam que alunos chegaram a ter aulas no pátio durante as intervenções. A própria Unidade Regional de Ensino confirmou que uma sala ficou sem energia elétrica durante um dia e afirmou que os estudantes foram levados para outros ambientes por segurança.
Também há relatos de funcionários trabalhando em meio à poeira sem equipamentos de proteção, como máscaras, além de preocupação com estudantes que possuem problemas respiratórios. O Estado afirmou que os espaços são limpos diariamente e que são adotados cuidados para manter o ambiente adequado, mas não respondeu especificamente sobre esses dois pontos.
O problema expõe os impactos de manter uma escola com mais de mil alunos funcionando durante uma reforma de longa duração. Embora a Secretaria diga adotar medidas de segurança, a interrupção de energia, a mudança de local das aulas e os registros de poeira mostram que a obra já interferiu diretamente na rotina escolar.
Como os serviços devem continuar até fevereiro de 2027, o Estado ainda precisa garantir que as etapas restantes sejam executadas sem expor estudantes e funcionários a condições inadequadas. Também falta esclarecer quais medidas específicas são adotadas para proteger pessoas com problemas respiratórios e evitar que poeira e resíduos das obras atinjam os ambientes usados durante as aulas.